Este sistema pode receber modificações mediante um kit de afinação que incorpora o último “grito” em tecnologia disponibilizado pelo departamento de competição da Honda, o HRC.
Na ciclística a grande novidade está ligada à adoção de o novo quadro de 5ª geração, que conjuga a rigidez do alumínio com pontos de torção especificamente estudados para conferir mais segurança em velocidade, controle sobre os obstáculos e maior rapidez e facilidade na inserção em curva.No motor a maior novidade chama-se PGM-FI (Programmed Fuel Injection), com adoção de um corpo de injeção de 50 mm da Keihin que funciona com um sistema sem bateria, recorrendo a um pequeno condensador.
O sistema é totalmente controlado por um processador interno que recolhe informação de diversos sensores, para permitir que o motor desenvolva a máxima potência em todo o tipo de situações, independentemente das condições atmosféricas ou do circuito.
No motor encontramos ainda modificações no pistão que é mais leve e permite ainda subir a taxa de compressão para 13,2:1. Na admissão foram adotados condutas de admissão mais diretas enquanto que as molas das válvulas são fabricadas num novo material utilizada nas motos de MotoGP da marca nipónica.
Os cárteres são fabricados num novo material mais rígido mas ao mesmo tempo mais leve e que permite poupar algumas gramas.
A embreagem foi reforçada mediante a adoção de um tratamento à base Kashima, uma película endurecedora e que reduz a fricção e desgaste dos componentes
Em 2010 a CRF perde uma das ponteira de escape o que permite poupar uns estrondosos 850 gramas de peso mantendo um nível de ruído idêntico e configurando, ainda, uma maior centralização de massas.
O novo quadro de 5ª geração é uma espécie ex libris da Honda, que foi a pioneira na introdução desta liga nas motos de motocross, com novas traves laterais mais estreitas e de menor espessura.





"Se você andar devagar não vai gostar da moto". Esse foi o único conselho que ouvi de Wilson Yasuda, chefe da equipe Honda, assim que vesti meu equipamento. Estava prestes a aproveitar uma oportunidade única, experimentar a versão 2009 da CRF450R de Leandro Silva, líder do Brasileiro de Motocross MX1. Afinal não é todo dia que podemos pilotar uma moto "de fábrica".
Tirando os adesivos da equipe oficial, visualmente a motocicleta não chama mais atenção do que o modelo original. O que mais salta aos olhos é o escape Yoshimura, nota-se também o disco de freio maior na dianteira com um conjunto da Master. Os olhares mais atentos percebem que as suspensões são fornecidas pela Showa e não Kayaba como na moto original.
O kit para ajuste da injeção é vendido como opcional do modelo 2009 e apesar da grande faixa de ajustes disponíveis o software limita as alterações possíveis de modo a evitar que o usuário cause danos ao motor. Existe também um "botão de pânico" que retorna os ajustes para o padrão de fábrica caso o preparador perca o rumo nas alterações.