quarta-feira, 4 de maio de 2011

DICAS DE PILOTAGEM

Esta reportagem foi postada aqui em 2009 e muitos gostaram das dicas então vamos abrir um espaço só para vocês tirarem suas duvidas na aba DICAS DE PILOTAGEM.

Saiba como pilotar em diversos tipos de terrenos.

PILOTANDO SEMPRE EM PÉ

Isso vale para as trilhas de final de semana, provas de Enduro FIM, Cross Country e provas curtas. Nas provas de rally, a posição de pilotagem é outra. Pilotando em pé, você vai sentir menos as "imperfeições" do terreno. Por exemplo: passando num atoleiro, sua moto escorregou feio. Sentado, sua bunda e suas pernas são jogados para o lado fazendo com que você perca equilíbrio, pois seu tronco ficou no mesmo lugar. Estando em pé, seu corpo todo seria deslocado, mas você ainda estaria mantendo equilíbrio. Parece estranho, mas, com o tempo, você verá que isto é um fato. A posição ideal é: Joelhos levemente dobrados, as pernas segurando a moto, coluna levemente inclinada para frente e cotovelos dobrados, voltados para cima. Com a moto parada, sua posição deixa você em pé, equilibrado. Você nunca deve se apoiar no guidão, seja jogando ou segurando seu peso. Você SEMPRE deve estar apoiado nas suas pernas, não nos braços.

MANTENHA SEU CENTRO DE GRAVIDADE

Alguém já deve ter dito a você: "Quando estiver numa subida, encoste a barriga no tanque. Quando estiver descendo, vá para trás do banco..." Bom, é quase isso. Simplificando, manter seu centro de gravidade é manter seu corpo sempre em pé (ereto). Se estiver numa subida, apenas a moto deve se inclinar com o barranco. Seu corpo deve continuar "no prumo". Ou seja, o tanque vem até você, não é você que vai até ele. Pode ser que ele nem chegue, ou que ele queira passar da sua barriga, tudo depende da inclinação da subida. O importante é manter o corpo sempre na mesma posição de equilíbrio de quando se está no plano. O mesmo vale para as descidas. Quando se está descendo, apenas a moto deve inclinar-se para baixo. Claro que, numa descida, você não vai conseguir ficar em pé, senão terá de largar do guidão. Mas suas pernas e cintura deverão permanecer o mais ereto possível, inclinando apenas o tronco. Isso fará com que o seu peso seja deslocado para trás e você continue em equilíbrio.

DEIXE OS INDICADORES SOBRE OS MANETES

No começo, vai ser uma droga. Seus dedos vão doer, vai parecer que você não consegue segurar o guidão com firmeza, etc. Isso passa. Quantas vezes você não escorregou por ter travado o freio dianteiro? Pode ter certeza que foi porque você tomou um susto e "alicatou" o freio. Quantas vezes você não deixou a moto morrer, porque não apertou a embreagem a tempo? Se você estiver com os dedos já posicionados, as reações são muito mais rápidas e precisas. Você não vai mais "alicatar" o freio, pois o seu dedo já vai estar na posição certa quando você precisar dele. O mesmo vale para a embreagem.

CURVAS ABERTAS

Não importa se o terreno está liso ou não, o método é o mesmo. Mantenha-se em pé, não sente. Ainda em linha reta, comece a desaceleração, vindo pela parte de fora da curva. Antes de iniciar a curva, trave seu freio traseiro, fazendo com que a moto derrape para se alinhar à parte de dentro da curva, apontando para a saída dela. Assim que ela estiver se alinhando, faça pressão na pedaleira do lado de fora da curva e retome a aceleração. Isto vai fazer com que você termine de derrapar enquanto aumenta a velocidade e, ao mesmo tempo, mantém seu corpo e a moto equilibrados, por causa da pressão na pedaleira. A melhor maneira de treinar este tipo de curva é fazê-las num terreno liso, forçando a derrapagem, até que você sinta confiança de que não vai sair voando curva afora.

CURVAS FECHADAS

Existem muitos modos de se fazer uma curva fechada. Vamos explicar dois deles. Ambos têm seus prós e contras:

1 - Imagine um ponto no meio da curva. Trace uma reta que vai de onde você está até este ponto e outra que vai do ponto para a saída da curva. É assim que você vai fazê-la. Como? Simples: Não reduza a velocidade; freie pouco antes do ponto determinado, travando a roda traseira e derrapando a moto de forma que ela se alinhe à outra reta. Pronto, a curva está feita. Enquanto você derrapa, reduza a marcha para já sair forte da curva. A desvantagem desta curva é que você sai um pouco mais lento, mas, em compensação, você freou depois do seu adversário e não precisou fazer uma "tomada" de curva, só precisou de um ponto.

2 - Você irá reduzir um pouco antes da curva e, ao entrar nela, deslocar seu centro de gravidade para frente (sentando quase em cima do tanque), jogar a perna que estiver do lado de dentro da curva para frente, em direção à roda dianteira (não é para pôr o pé no chão, é para aumentar o peso na roda da frente) e calçar o máximo que puder o outro pé na pedaleira. Isso fará com que você aumente o peso na roda dianteira evitando que ela escorregue e manterá seu equilíbrio quando a roda traseira derrapar. Num ponto da curva (você vai ter que descobrir o seu ponto) você começa a acelerar forte. A moto deve escorregar um pouco. Quando alinhar a moto na reta, você já deve estar voltando para a posição em pé, jogando seu peso na roda de trás para dar mais tração à roda traseira. A vantagem é de você sair forte da curva. Com prática, você deve conseguir fazer mais rápido do que a outra, mas você precisa de espaço para isso. Se estiver no corpo-a-corpo e seu adversário souber fazer a outra curva, é provável que você fique para trás.

FRENAGEM

Todo mundo sabe acelerar, mas poucos sabem frear. Pra quem não sabe o principal responsável por parar a moto é o freio dianteiro, não o traseiro. Em linha reta e em alta velocidade, a melhor maneira de diminuir a velocidade rapidamente é se mantendo em pé na moto, com o corpo inclinado para trás. O uso do freio dianteiro deve ser progressivo, ou seja, você deve começar a pressioná-lo levemente e ir apertando aos poucos. Nunca fique dando "trancos" no freio, não ajuda em nada. O freio traseiro deve ser usado levemente, para ajudar na desaceleração. Numa entrada de curva, o freio traseiro será travado para provocar uma derrapagem.

PILOTANDO NO BARRO

Escolha o caminho mais seguro para evitar uma possível queda. Deixe a moto numa marcha reduzida, mas mantenha o giro do motor bem alto, para que o pneu mantenha-se limpo e não fique preso nas canaletas. Não confunda giro alto com velocidade. A velocidade será baixa, só o giro do motor que ficará alto.

PILOTANDO NA AREIA

Para não correr o risco de atolar, você deverá manter a roda dianteira bem leve. Para isso, mantenha-se sempre em pé na moto, com o corpo levemente inclinado para trás. Isto fará com que você alivie o peso na roda dianteira e aumente na roda traseira, o que dará mais tração. Aqui você também utilizará uma marcha reduzida, mas não tanto quanto no barro.

PILOTANDO EM PISO DURO

Este tipo de terreno parece tão liso quanto o barro, parece que seu pneu traseiro está furado. Para andar bem aqui, você deve utilizar uma marcha mais alta, deixando o motor trabalhar com um giro mais baixo, evitando que a roda traseira perca tração. Aceleradas bruscas e alto giro farão com que você derrape facilmente.

PILOTANDO NAS PEDRAS

Mantenha-se em pé na moto, com o corpo levemente inclinado para frente, aumentando o peso na roda dianteira, para evitar que ela "saia da mão". Num terreno muito acidentado, utilize uma marcha reduzida, para poder conseguir obter uma resposta rápida da moto, caso precise superar algum obstáculo.

Matéria by www.guiadecachoeiras.com.br

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Canoinhas voltou a receber o Velocross em grande estilo

A cidade de Canoinhas, no Planalto norte Catarinense, voltou a receber as feras do velocross, dessa vez, para a 3ª Etapa do Campeonato Catarinense 2011 e 2ª Etapa da Copa Contestado Móbil. A pista do parque municipal, recebeu algumas alterações no traçado de acordo com a solicitação dos pilotos, deixando a pista mais segura e com mais pontos de ultrapassagens. O pessoal da organização mais uma vez trabalhou bastante e conseguiu fazer um belo evento com a pista bem tratada, provas dentro do horário e nenhum imprevisto.
Na pista, Leandro Lemos foi o destaque ao vencer na FL Nacional e na VX1, enquanto Gabriel Haiduck estreando no catarinense venceu na VX2.

A VX1 correu com um pouco de chuva, exigindo ainda mais habilidade dos competidores. Leandro Lemos largou na frente e ficou com a vitória, mas foi acompanhando de perto por Avacir Chavez boa parte da prova. Já na Força Livre Nacional, Leandro distanciou já no inicio da etapa e a disputa ficou acirrada pela segunda colocação, com Guilherme Bruno e Jean Batista disputando o segundo lugar. Jean conseguiu a ultrapassagem na ultima volta, garantido o segundo lugar.
A VX3 Especial, sem duvida foi uma das mais bonitas da tarde com Braz Dos Santos e Avacir Chavez, o Nenê, se alternando na liderança. Depois de trocar as posições duas vezes, Avacir garantiu a vitória, pouco a frente de Braz. Na VX3 Nacional, disputa acirrada entre João Silverio Francener e Adriano Passold. João Silvério liderou boa parte da prova, mas Adriano veio forte na parte final impondo pressão. Adriano assumiu a liderança e garantiu a vitória.

Na VX2, Gabriel Haidick começou a bateria disputando com Leandro Lemos. Já na primeira volta, Leandro foi ao chão e Gabriel seguiu sozinho rumo à vitória. Leandro voltou e com um pneu furado teve muito trabalho para finalizar com a Segunda colocação. Após muita disputa, Oscar Bueno terminou com a terceira colocação.
Nas Minimotos, Rian Fischer venceu novamente, após superar Matheus Gabriel no inicio da bateria. Na 65cc, Mayron da Silva liderou as primeiras voltas até ser superado por Daniel Melchert, o Boquinha. Daniel logo distanciou e garantiu a vitória. Na 85cc, Lucas Gadotti largou na frente pressionado por João Vitor da Veiga no inicio da bateria. João Vitor teve o pneu dianteiro furado e Lucas seguiu sozinho para garantir a vitória. Sebastião da Silva completou com a segunda colocação.

Na Nacional 230cc, Wandreil Niels saiu na frente mas acabou caindo sozinho e deixou o caminho livre para Eduardo Leodet, que acelerou até distanciar para garantir a vitória. Wyllin Alves o “Broa” ficou com a segunda colocação, Edenilson Batista foi o terceiro vencendo a disputa com Maicon Weidgenant. Na Nacional 300cc, Edenilson Batista voltou a pista e ficou com a vitória. Mesmo de CRF230cc, Edenilson dominou a prova vencendo de ponta a ponta. A disputa pela segunda posição foi intensa até a ultima curva, com Giovane Adriano na segunda colocação, Wandrei Niels em terceiro e Guilherme Pereira em quarto. Na 230cc Estreantes Leonardo Anzolin liderou boa parte da prova, mas Vinicius Rosa conseguiu superar Leonardo e ficar com a vitória. Na Estreantes Especial, Admilton Faria mesmo andando de moto emprestada ficou com a vitória, com Tiago Krause em segundo e Roger Joenck completando os três primeiros.

Na Street 150cc, Jean Grosskopf venceu de ponta a ponta, mesmo com a pista já molhada da chuva que começava a cair. No segundo pelotão, muita disputa e algumas quedas. Mesmo escorregando no inicio da bateria, Eduardo Branco se recuperou até a segunda colocação, pouco a frente de Jean Carlos da Silva. Nas Categorias de acesso, Jean Borges venceu na Trilheiros, chegando pouco a frente de Éderson Ballatka. Já na Intermediaria, vitória de João Batista após vencer a disputa com Guilherme Firmo.

A próxima etapa da competição, esta marcada para a cidade de São Bento do Sul, nos dias 13 e 14 de Maio, na pista dos Veloferas.
A Copa Contestado de Velocross 2011, conta com Aval e Supervisão da Federação Catarinense de Motociclismo, Patrocínio oficial de Móbil, AVtec e Nenê Motos, com cobertura completa pelo do Racecross.com e do Jornal Race-X.

Resultados da Etapa

VX1
1 – Leandro Lemos
2 – Avacir Chaves
3 – Flaviano Ramos
4 – Admilton Farias
5 – Gabriel Haiduk


VX2
1 – Gabriel Haiduk

2- Leandro Lemos
3 – Oscar Honorato Bueno
4 – Osmair Cipriani
5 – Roger Joenck


VX3
1 - Avacir Chaves
2- Braz dos Santos
3 - Adriano Passold
4 - Juarez Barbosa
5 - João Francener


VX3 Nacional
1 – Adriano Passold
2 – João Silvério Francener
3 – Antonio Correia
4 – Marcelo Hamann
5 – Gilson Assini


Força Livre Nacional
1 – Leandro Lemos
2 – João Batista de Sisti Júnior
3 – Guilherme Pereira
4 – Felipe Baum
5 – Thomaz Ramon Fischer Jahn


Nacional 300cc
1 – Edinilson Batista
2 – Giovani Adriano
3 – Wandrey Niels
4 – Guilherme Pereira
5 – João Batista de Sisti Júnior


Nacional 230cc
1 – Eduardo Leobet

2 – Wyllyn Richard Alves
3 – Edinilson Batista
4 – Maicon Weidgenant
5 – Volnei da Fonseca


85cc
1 – Lucas Gadotti

2 – Sebastião da Silva Júnior
3 – Roberto Pereira
4 – Vinicius Fronza
5 – Amabilly Cardoso


Estreante Especial
1 – Admilton Farias
2 – Tiago Krause
3 – Roger Joenck
4 – Elvis Augusto Schmitz
5 – Ricardo Alencar Butzke


Nacional 230cc Estreante
1 – Vinicius Rosa
2 – Leonardo Anzolin
3 – Ricardo Luis de Araújo
4 – Admilton Farias
5 – Luiz Henrique Roling dos Santos


Nacional 150cc
1 – Jean Grosskopf
2 – Eduardo Correia Branco
3 – Gean Carlos da silva
4 – Anderson Rosa
5 – Vanderlei Lemes


65cc
1 – Daniel Melchert
2 – Mayron da Silva
3 – João Alfonso Claudino
4 – Matheus Fillipy Alexandre
5 – Adilson Nepel Júnior

55cc
1 - Rian Fischer
2 - Matheus Gabriel
3 - José Ribeiro Martins
4 - Carlos Augusto Gervasi
5 - Rodrigo Vinicius

Intermediaria
1- João Batista
2 – Guilherme Firmo
3 – Jean Borges
4 – Jean Kruger
5 – Mathues Bankhardt

Trilheiros
1 – Jean Borges
2 – Éderson Ballatka
3 – Leandro Quilante

Reportagem www.racecross.com

Corupá inicia trabalhos para construção de pistas de Motocross e Velocross


Na tarde de terça-feira, 12 de abril, o presidente da Federação Catarinense de Motociclismo (FCM), Onílio Cidade Filho, o Kiko, esteve no município de Corupá, região norte catarinense, junto com o diretor de Velocross da FCM, Ivan Thomas, o secretário de esportes, Loriano Rogério Costa e o prefeito de Corupá, Luiz Carlos Tamanini, para dar início aos trabalhos de construção das pistas de velocross e motocross, que receberão etapas do campeonato Brasileiro e Catarinense, respectivamente.

As pistas serão construídas nas dependências do Seminário Sagrado Coração de Jesus, e a primeira competição oficial no local deverá acontecer ainda em 2011, no mês de outubro, com uma etapa do Campeonato Brasileiro de Velocross.

A área escolhida para a construção das pistas conta com um terreno com inclinação natural, ideal para uma pista de motocross, além de uma grande área aberta que servirá de box. Ao fundo do box será construída a pista de velocross, palco para as disputas do Brasileiro da modalidade.

O local tem ainda restaurante, salão de festas, campos de futebol, amplo estacionamento e grande área livre para arquibancadas e motorhomes.

Texto: Reportagem FCM - Fotos: Tiago José Wolff - www.racecross.com